Não sei o que sinto. E ainda sim, sinto que não devo saber. Estou entrando numa fase nova de minha vida. Uma fase feliz, mas não alegre. Uma felicidade que eu construi, ou melhor, eu plantei.
Não sei o que me falta, tenho tudo mas ainda me sinto vazio. Seria o meu medo do futuro? Não sei.
Só sei que tem dias que a vida se parece insuportável. E esses dias tem me abraçado bastante. Estou num limbo, sei que estou. Entre uma tristeza avassaladora e uma felicidade que quer se instalar no meu peito.
O único problema é que essa felicidade é me dada aos poucos. Me vê! Eu sou do século XXI. Filho da modernidade, morto de ansiedade.
Não sei se vou suportar a demora dessa felicidade. Porque não é como se dependesse de mim, não é. Porque, pra mim, sexo, drogas vão me trazer prazer e alegria. Mas não felicidade.
Estou buscando a minha felicidade e eu sei onde encontra-la: em mim. Mas é difícil, é difícil perceber as coisas. Perceber que tenho pessoas que me amam, estudo em um ensino de qualidade. Deveria ser grato, mas não sou. O motivo eu já não sei se é uma insuficiência comigo mesmo ou sei lá, sou um adolescente fútil que queria ser um astro. Acho que no fundo pode ser isso. Mas não sei. Me parece algo desnecessário. Eu não faço questão da fama e do dinheiro. Eu faço questão da paz. Mas a paz está na felicidade.
Estou buscando minha felicidade, no sorriso de meu namorado, no abraço de braços curtos da minha irmã e até numa briga por mousse com a outra. Mas a felicidade não está nisso, mas está em mim, ao perceber isso.
Mas parece que eu sou cego.
E não é uma tristeza insuportável. É um estado morno da vida que se torna insuportável. E quando falo dessa mansidão das coisas, logo eu, que sou tão acostumado a coisas intensas. É como se eu lembrasse de Deus.
" Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.
Apocalipse 3:16"
E me recomendaram ir ao psicólogo. Eu agradeço. Mas não há psicológo que dê jeito.
Os psicólogos vão me recomendar sair de casa, dar uma volta, fazer algo diferente. Digo isso porque conheço o discurso. Quando na verdade isso é um círculo vicioso. Porque eu vou, sinto alegria. Mas não encontro a felicidade.
Comentários
Postar um comentário