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Mostrando postagens de janeiro, 2019
Não sei o que sinto. E ainda sim, sinto que não devo saber. Estou entrando numa fase nova de minha vida. Uma fase feliz, mas não alegre. Uma felicidade que eu construi, ou melhor, eu plantei. Não sei o que me falta, tenho tudo mas ainda me sinto vazio. Seria o meu medo do futuro? Não sei. Só sei que tem dias que a vida se parece insuportável. E esses dias tem me abraçado bastante. Estou num limbo, sei que estou. Entre uma tristeza avassaladora e uma felicidade que quer se instalar no meu peito. O único problema é que essa felicidade é me dada aos poucos. Me vê! Eu sou do século XXI. Filho da modernidade, morto de ansiedade. Não sei se vou suportar a demora dessa felicidade. Porque não é como se dependesse de mim, não é. Porque, pra mim, sexo, drogas vão me trazer prazer e alegria. Mas não felicidade. Estou buscando a minha felicidade e eu sei onde encontra-la: em mim. Mas é dif...

Sobre escrever crônicas

É estranho escrever crônicas. Eu sou novato nisso, ou melhor, estou cortejando isso. Porque nos contos, a gente veste uma face, uma máscara, esconde a dor, o prazer atrás de algo, fantasia. A crônica não, ela está ali, assinada com nosso nome. Nos tirando o anonimato de sentir. Colocando nossa cara a tapa. Nos deixando vulnerável. Mas isso será um desafio. Sim, para eu que sou tão blindado. E é bom se desafiar. Mas é que falar sobre o que eu sinto é como uma pedra no rim. A ficção é água que passa pelos rins e a pedra vai se desfazendo em meio ao líquido. Ela se dissolve e sai facilmente como fluido corporal. Quando falo o que eu sinto sem vestir essa máscara é como se a pedra descesse inteira pela minhas vias renais, para minha baxiga, uretra, etc. Só que em sua forma bruta. Rasgando tudo por dentro e me fazendo sangrar. Mas eu sei que o que afia essa pedra. Não é o ...
Eu escrevo essa introdução sem nenhuma perspectiva. Se este livro, ao ser vivenciado, enveredar por outro caminho, eu assim o deixarei. Não gosto de mandar na minha escrita, porque pra mim não faz sentido nenhum, porque escrever, pra mim é apenas deixar sair. E sai. Não me importo com a forma, porque sei que o que sinto no peito, seja a mais serena felicidade ou a mais profunda tristeza é amorfo, porque é infinito e o infinito assim o é. Mas ja falei de tristeza, falei de separação, partidas e todas essas dores. E ainda falo, porque ainda sofro. Mas esse livro é sobre felicidade. Você deve imaginar o quão deve ser difícil pra mim falar de felicidade, um usuário de antidepressivos e antipsicóticos. É deve ser difícil, mas ainda não sei porque ainda não escrevi. No entanto, eu vou falar de felicidade. Mas não aquela felicidade que se encontra em qualquer esquina, ou numa loter...

Sobre o título

      O título desta coisa ainda amorfa ia ser O Relicário das histórias felizes . Mas pelo que jeito e sinto, aqui não vai ser um local de histórias, mas de um diário, não sei, ainda não escrevi. Mas o título, o título é Felicidade Construída , a única ironia é que eu intitulo antes de começar a escrever, então a felicidade ainda não foi construída. Enfim, escrevo essa primeira mensagem  como uma carta de aceitação, uma carta para dizer que aceito ser descoberto para ser feliz. Uma carta que escrevo a mim.